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Tratamentos
  O Tratamento deve levar em conta três aspectos:
   
 
   Os sintomas básicos
   As comorbidades
   Os problemas associados, geralmente as conseqüências emocionais do transtorno principal (insegurança, baixa auto-estima, etc.)
   
  É preciso avaliar esses aspectos e decidir por onde o tratamento deve começar e por onde deve seguir. Quais aspectos privilegiar e em que momentos.
   
  O tripé básico do tratamento é:
   
 
   Psico-educação (informação)
   Farmacoterapia
   Intervenções psico-sócio-educacionais
   
  Psico-educação:
 
    Ler e se informar sobre o assunto é de inestimável valor
    Deve ser sempre a primeira forma de intervenção
    Muitas vezes é capaz de promover transformações
    A participação de parentes ou de quem conviva com é fundamental para o sucesso do tratamento
   
  Farmacoterapia:
 
    Geralmente começa-se pelas medicações de primeira linha, os psicoestimulantes. No Brasil só temos acesso ao metilfenidato
    Mas nem todos os casos respondem a essa medicação e algumas vezes pela presença de Comorbidades, a resposta é desfavorável
    As chamadas medicações de segunda linha são os antidepressivos :
    Tricíclicos (imipramina, nortriptilina, etc.)
bupropiona
venlafaxina
 
Os ISRS (inibidores seletivos de recaptação de serotonina), não são eficazes para o transtorno básico (TDAH), apenas para algumas Comorbidades. Atualmente já temos as preparações de longa duração, que geralmente obtém melhores resultados. Nos EUA já está em fase de teste a forma de adesivo ( cola-se o adesivo na pele e ele vai liberando a medicação aos poucos ).
   
  Intervenções psico-sócio-educacionais:
 
    Psicoterapia – principalmente a cognitivo–comportamental
    Grupos de apoio e suporte (para pais e portadores)
    Treinamento para pais
    Treinamento para portadores (geralmente são pouco auto-observadores)
    Terapia familiar
    Treinamento de auxiliares nas estratégias comportamentais
   
  Frequentemente se levanta a questão de farmacoterapia ou outras intervenções. Já está comprovado que as intervenções combinadas são mais eficazes que as formas isoladas de tratamento (medicação + psicoterapia, principalmente a cognitivo-comportamental).
   
 
 
 
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responsável: Dra Kátia Beatriz Correa e Silva
desenvolvimento: Paula Prata
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