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Resumo da Apresentação feita no Colégio João XXIII em maio 2009

 

 

  Fazemos abaixo um resumo da apresentação e em seguida, algumas perguntas sobre o que foi exposto, com alguns comentários. (As perguntas serão reproduzidas como nos chegaram).
 

 

  TDAH e a Escola
 
O que fazer?

Como lidar?
  Algumas sugestões para os professores
 

Nem sempre a implementação de todas as sugestões aqui relacionadas, será possível.
Mas seu conhecimento poderá ser útil quando a ocasião se apresentar e algumas puderem ser colocadas em prática.

 

 

  Elementos fundamentais
 
brevidade

variedade

estrutura
  Relação com os Pais
 
Transmitir aos pais uma preocupação, mostrando uma opção de ação – jamais diagnosticar.

Formar parceria com os pais.

Estabelecer contato freqüente com a família (comunicação escrita habitual).
  Relação com o Aluno
 
1. Oferecer compreensão e apoio ao aluno com dificuldades.

2. Perguntar ao aluno como ele acha que pode aprender melhor.

3. Combinar sinais discretos para chamar a atenção (ex: mão no ombro).

4. Ao dar uma punição, fazê-lo brevemente, sem sermão, sem raiva, num tom de voz calmo e dar sempre oportunidade de recuperação.

5. Seguindo combinação prévia, permitir que o aluno que esteja ficando agitado tenha um tempo para se acalmar – diferente de mandá-lo para fora de sala.

6. Discutir em particular as situações difíceis.

7. Olhar nos olhos para “trazê-lo de volta”.
 

 

  Organização da sala de aula
 
1. A sala deve permitir bom acesso visual para todos os alunos – arrumação em U.

2. O aluno com TDAH deve se sentar próximo do professor, distante de portas e janelas, ou no meio de colegas tranqüilos e que ajudem.

3. Permitir o uso de algum objeto que a criança hiperativa manuseie.

4. Na sala não devem existir outros materiais que ajudem a desviar a atenção.

5. Não deve existir um número elevado de alunos.
 

 

  Na aula
 

Professor circulando pela sala.

Diminuir o tempo de fala do professor,  aumentando o tempo de respostas dos alunos.

Fazer contato com o olhar, colocar a mão no ombro ou dar um toque na carteira.

A rotina diária deve ser clara e com períodos de descanso definidos.

Atitude positiva, com elogios e recompensas por comportamentos adequados. Inverter o “déficit de elogio”. Usar o reconhecimento positivo dos colegas (salva de palmas).

Usar humor. NUNCA A IRONIA.

Proporcionar oportunidades para movimentação, em especial nos intervalos das atividades, e para a participação ativa.

Quando o aluno ficar agitado ou atrapalhar a aula, redirecionar para uma outra atividade, como levar um recado, apagar o quadro, arrumar uma prateleira.

Alternar atividades mais estimulantes com outras menos interessantes.

Usar recursos para tornar a aula mais interessante:  música, filmes, data-show, giz colorido, recorte de revistas.

Estimule a curiosidade, faça mistérios, usando caixas, sacolas, etc.

Encorajar a tomar notas – palavras-chaves. Diminuir o tempo das tarefas.

Dar trabalhos em duplas ou pequenos grupos.

Uso de pares para compartilhamento.

Alternar perguntas para toda a classe e para determinado grupo (só os que usam óculos, só as meninas, etc.). 

Na avaliação, não se centrar apenas no material escrito, mas levar em conta também a produtividade verbal.

Em resumo: brevidade, variedade e estrutura.

 

 

  COMENTÁRIOS
   
 

1 – O que fazer quando um aluno TDAH, apresenta um comportamento agressivo com o professor chuta, bate, grita... já aconteceu no colégio.

  R.: Seria interessante chamar a família para confirmar o diagnóstico, saber se a criança está em tratamento, se tem alguma comorbidade. E solicitar a ajuda da família para esclarecer as causas desses comportamentos, que não necessariamente seriam derivados de TDAH.  
 

 

  2 – Como saber se uma criança de 2 ou 3 anos de idade possui TDAH ?
      Isso é possível ?
  R.: Nessa idade é importante que o profissional conheça muito bem o desenvolvimento normal, para poder fazer o diagnóstico diferencial. Geralmente, se a síndrome for muito intensa pode-se suspeitar e passar a observar a criança mais atentamente. E mais tarde confirmar ou não o diagnóstico.

 

 

 

3 – É mais comum ou tão  quanto a percepção de TDAH em crianças, que tenha a convivência com pais separados ?

  R.: Este é um PRECONCEITO ainda comum em nossa sociedade. A gravidade ou não do TDAH não tem a ver com a separação ou não dos pais e sim com o equilíbrio do ambiente da criança. Muitos pais que vivem juntos não oferecem um ambiente tranqüilo para a criança.
 

 

 

4 – Déficit de Atenção é derivado do TDAH?

  R.: É comum a confusão dos termos médicos para o problema. O Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade pode se apresentar com ou sem a hiperatividade. E nesse caso pode ser chamado só de Transtorno do Déficit de Atenção. Mas são apresentações diferentes do mesmo transtorno.
 

 

 

5 – Os remédios que o TDAH usam é para a vida toda ?

  R.: A duração do uso da medicação é decidida caso a caso. Não há uma regra única.
 

 

 

6 – Quais as atividades lúdicas ou artísticas que os pais podem se apropriar para auxiliar  seus filhos com TDAH ? A terapia familiar é para todos os casos ?

  R.: As atividades lúdicas, artísticas ou esportivas são muito úteis, desde que a criança tenha interesse e goste. Qualquer uma pode ser usada desde que a criança goste.
Terapia familiar não está indicada em todos os casos. O que se deve fazer de rotina é a ORIENTAÇÃO FAMILIAR.
 

 

 

7 – A ioga ajuda a acalmar as crianças impulsivas?

  R.: Se a criança gostar dessa atividade, sim, é muito útil e benéfica.  
   
 
 

 

   
 
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responsável: Dra Kátia Beatriz Correa e Silva
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