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Geralmente o portador, quando não diagnosticado e/ou tratado na infância, percebe dificuldades importantes na sua fase adulta. São problemas no trabalho, relacionamento com colegas, amigos, familiares e com o par.
Entretanto, geralmente demora a se decidir a procurar um tratamento. Se aceita o tratamento medicamentoso, já é meio caminho andado. Mas o portador aí se decepciona, porque acredita que a medicação fará uma "mágica" e sua agitação, sua impulsividade e principalmente sua desatenção, desaparecerão como que por encanto.
Mas não é bem isso que acontece. Sua forma de interagir vai precisar ser modificada, dado que não alcança seus objetivos e isso lhe causa problemas.
Daí a importância da construção de estratégias e descoberta de pequenos truques que vão ajudá-lo a ter reações diferentes do que até então.
Mas, para isso, o portador tem que se conscientizar que alguma coisa não funciona, que essa coisa é com ele e que realmente quer mudar. Não dá mais para por a culpa no outro. Sem essa decisão todo o trabalho será em vão.
Além do mais é preciso lembrar que na construção de estratégias, nada é fácil, nada é rápido, nada é espontâneo. É um exercício permanente de determinação.
Parece assustador, mas depois que se começa não é tão difícil.
O tratamento do TDAH adulto é mais difícil e trabalhoso que o da criança. Não por dificuldades com o diagnóstico ou com a medicação. Há uma descoberta de coisas que aconteciam sem que ele soubesse o porquê e isso é um alívio. Mas com a reconstrução de toda uma forma de agir, de reagir, quase uma reconfiguração é um trabalho necessário e mais que necessário, é produtivo. Os anos de baixa auto-estima, de formas de reagir desastrosas, podem ser modificados com grandes ganhos para a qualidade de vida do portador. Por isso vale tanto à pena.
Dificuldades, tropeços, regressões são comuns e fazer parte do processo. Se culpar e auto-recriminar não ajudam. Só atrapalham.
Por isso, nesta seção pretendemos trazer algumas sugestões que possam ajudar nessa tarefa.
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O portador geralmente se sente sobrecarregado e estressado, preocupado com tudo o que precisa fazer. A sensação de sobrecarga está ligada aos níveis de stress. Quanto maior o stress, maior a sensação de sobrecarga.
CALMA – DESACELERE:
Para lidar com as situações e tomar as decisões necessárias será preciso calma. Tirar alguns minutos por dia (trinta minutos) e " recarregar as baterias ", fazendo alguma atividade relaxante, alguma coisa que você saiba que vai deixá-lo mais calmo.
MAS ATENÇÃO: NÃO VER TV, NÃO IR PARA O COMPUTADOR, NÃO FALAR AO TELEFONE.
Essas atividades não são relaxantes (embora pareçam!), e não vão recarregar suas forças.
CUIDE DE VOCÊ:
A falta da quantidade de sono adequada, a alimentação irregular e a falta de exercícios físicos levam a um aumento do stress. Pode parecer exagero mas se vc acorda "grogui" e cansado todos os dias e se sustenta a café e "açucares", vai ser difícil ter um bom nível de energia.
O aumento do stress físico leva a um aumento de stress mental, tornando muito mais difícil o controle dos seus sintomas de TDAH. Quanto maior o stress, maior a dificuldade de controlar seu TDAH.
Mas comece devagar, não dá para mudar tudo de uma vez só!
Sono? Alimentação? Exercícios? Pausa para recarregar?
Escolha uma área e vá tentando fazer as mudanças, com calma, mas com persistência.
Os resultados aparecerão!
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